PRAXE na Universidade do Algarve tirou 114 quilos de lixo da Ria Formosa

imagem: Straw Patrol
imagem: Straw Patrol

Esta foi uma praxe diferente para os novos alunos de Biologia e Biologia Marinha da Universidade do Algarve, que passaram a tarde de terça-feira, 19 de Setembro, a retirar lixo da Ria Formosa, entre cordas, sacos, garrafas de plástico, beatas e até ténis de corrida.

"Durante cerca de uma hora, aproveitando a maré baixa, os cerca de 40 alunos percorreram 350 metros, recolhendo diversos tipos de lixo", adianta uma nota enviada à Wilder pela Straw Patrol, que organizou esta iniciativa na zona do Ludo, perto da Praia de Faro, em colaboração com os alunos do 3º ano - responsáveis pelo acolhimento aos recém-chegados.

Muito do lixo recolhido está ligado à actividade piscatória, incluindo várias cordas e embalagens de sal, usadas para apanhar lingueirão, descreve a Straw Patrol, um grupo de biólogos marinhos que nasceu para combater o lixo nos oceanos.

Garrafas de água e tampas foram outros dos 'tesouros' recolhidos pelos novos alunos, uma vez que a zona "é escolhida por muitos para correr ou passear." "Não faltaram, no entanto, palhinhas, ténis de corrida, muitas beatas de cigarro, madeiras."

Tudo somado? 114 quilos de lixo foram impedidos de entrar nos oceanos, onde iriam colocar em risco a vida de organismos marinhos e a saúde e segurança humanas, lembra a mesma entidade.

A acção teve um final de tarde diferente, com os alunos a assistirem ao pôr-do-sol na Ria Formosa.

"Numa altura em que a praxe académica é amplamente discutida, estes alunos mostraram que é possível aliar a actividade de praxe à protecção dos ecossistemas marinhos, e fizeram toda a diferença", conclui a Straw Patrol.

Os 114 quilos de lixo recolhidos este ano ultrapassaram em muito os 15 quilos recolhidos pela praxe de 2016. A 20 de Setembro do ano passado, 30 caloiros dos cursos de Biologia Marinha e de Biologia limparam 350 metros da Praia de Faro e recolheram 6.312 artigos: beatas de cigarro, cartão/papel, pedaços de plástico indiferenciados, palhinhas, caricas e pedaços de esferovite.

Carla Lourenço, fundadora e mentora do Straw Patrol, acredita que este tipo de acções integradas nas praxes são importantes na medida em que os alunos "não tinham noção de como as coisas estão em termos de lixo marinho. Porque, à primeira vista, a praia até parece limpa, mas na realidade não está".

A bióloga lembra que limpar as praias ajuda a proteger os ecossistemas, reduz problemas de segurança para quem frequenta as praias, ajuda a sensibilizar as pessoas e até poupa dinheiro às autarquias. "Só em 2014, o concelho de Faro gastou 48.000 a 49.000 euros na limpeza das cinco praias", disse à Wilder Carla Lourenço, aquando da praxe de 2016.

Esta actividade esteve também ligada ao Dia Internacional das Limpezas de Praia, que se comemorou no dia 16 de Setembro, no último sábado.

Por inês Sequeira

texto extraído site Wilder


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